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Audiência Pública

Janeiro Branco: Assembleia Legislativa discute projeto de lei sobre campanha em prol da Saúde Mental

 

Por iniciativa do deputado estadual Virmondes Cruvinel Filho (PPS), a saúde mental estará em pauta nesta quarta-feira, 8 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Goiás. A partir das 19h30, no Auditório Costa Lima, o parlamentar promove Audiência Pública, em parceria com a Associação dos Psicólogos de Goiás, para discutir projeto de lei que pretende apresentar, na Casa, em alusão à Campanha Janeiro Branco, iniciada em 2014, em Minas Gerais, na cidade de Uberlândia, e já institucionalizada em vários Estados brasileiros.

Além de Virmondes, que presidirá a mesa de trabalhos, estarão presentes ao evento o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão Pires Rezende, idealizador da Campanha Janeiro Branco; Ludmila Mamede Lima Venturoli, psicóloga clínica, especialista em Psicologia Escolar e Coordenadora da Campanha Janeiro Branco em Goiânia; Luiza Carolina Terra Colmán, psicóloga, mestra em Psicologia da Saúde e docente da Faculdade Estácio de Sá de Goiânia; e Elisa Alves, doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela UnB, também docente e coordenadora de Estágio da Faculdade Estácio de Sá de Goiânia. Ainda farão parte da mesa Wadson Arantes Gama, professor e mestre em Psicologia; Rejane Ferreira Rocha Duarte, psicóloga clínica, especialista em Psicodrama; e Ionara Vieira Moura Rabelo, presidente do Conselho Regional de Psicologia 9a Região (CRP-09). 

Na oportunidade, será feita, ao público, a apresentação da Campanha Janeiro Branco, sua história, justificativa, relevância social, benefícios e objetivos. Também serão divulgadas estatísticas bem como apresentados os resultados das ações realizadas na Campanha Janeiro Branco 2017, na capital.

“Somando forças e as diferentes perspectivas que a Psicologia possibilita, poder público, conselhos e campanha conseguirão fazer pelas pessoas, como um todo, o mesmo bem que o Outubro Rosa e o Novembro Azul fizeram e fazem pela saúde de homens e mulheres em todo o Brasil”, argumenta Virmondes, lembrando que também a iniciativa privada tem tudo para abraçar a causa no Estado. “O Janeiro Branco é uma necessidade sem precedentes na história das campanhas mundiais por mais saúde no nosso planeta. Fico feliz que a ideia tenha nascido e repercutido aqui no Brasil. Goiás pode e deve fazer a sua parte; acredito que temos muito a contribuir”, acrescenta.

Para o professor, mestre em Psicologia, Wadson Arantes Gama, ex-presidente do CRP-09, o movimento, surgido de forma espontânea em Minas Gerais, é muito importante, também, no  que se refere à valorização dos profissionais que atuam na área. “O Janeiro Branco é uma oportunidade única de levar a população, em geral, a refletir sobre a saúde mental e tudo aquilo que a ela diga respeito. E isso, em suas várias vertentes: na clínica; a saúde mental dentro dos Capsi (Centros de Apoio Psicossocial e Infanto Juvenil) e dos NASFs (Núcleos de Apoio à Saúde da Família) … O Janeiro Branco deve se consolidar como um mês de referência no esclarecimento, orientações e informações para a população acerca do tema, fortalecendo a atuação dos profissionais envolvidos no trabalho com a saúde mental”, destaca Wadson Gama.

 

Entenda mais sobre o Janeiro Branco

O Janeiro Branco tem como objetivo mobilizar a sociedade em favor da saúde mental. O assunto – rodeado de tabus – ainda é muito pouco discutido, em meio a um aumento crescente do número de casos de depressão, ansiedade, fobias, pânico e até agressividade e desrespeito – aspectos mentais e emocionais que merecem atenção e cuidado. É necessário, antes de mais nada, que se compreenda o conceito de saúde mental de forma ampliada, como um estado de equilíbrio que proporciona bem-estar ao indivíduo e à sociedade como um todo. Com essa ideia em mente, a campanha pretende colocar a saúde mental em evidência, ao máximo, durante o primeiro mês do ano, fazendo com que as pessoas reflitam, discutam e atualizem, por meio de profissionais habilitados, sua visão acerca do tema.

O mês de janeiro foi escolhido a dedo para a campanha. Por alguns motivos: o primeiro é que, em janeiro, as pessoas têm a sensação de um novo começo, fazem novos planos e prometem se dedicar a um novo estilo de vida. Os criadores da campanha quiseram aproveitar esse clima para que todos comecem o ano pensando também em sua saúde mental. Além disso, muita gente passa pela melancolia de fim de ano, quando a fragilidade fica à flor da pele: é o momento ideal para buscar ajuda profissional e começar a cuidar da mente. Já a cor branca representa o quadro em branco, o papel em branco, no qual escreveremos ou desenharemos uma nova história da saúde mental, sem os tabus e preconceitos que a cercam.

CFP – No mês passado, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) ressaltou, em nota oficial, a iniciativa da Campanha Janeiro Branco, organizada por segmentos da categoria, com ampla divulgação nas redes sociais e na imprensa nacional. Vale a leitura:

“O mote da campanha – o incentivo à busca da psicoterapia para o cuidado com a saúde mental – é relevante, pois promove a visibilidade de um dos campos da prática profissional da (o) psicóloga (o) e incentiva a sociedade a se aproximar mais das questões relativas ao sofrimento psíquico.

Nesta perspectiva, destacamos alguns aspectos para contribuir com o debate sobre o tema:

– Consideramos que os estados de sofrimento são multifatoriais e constituídos a partir da relação das pessoas com seu entorno social. Logo, a característica central de nossa sociedade, marcada pelas desigualdades sociais, suscita para o CFP a preocupação de afirmar a prática profissional em intrínseco diálogo com a sociedade;

– Do mesmo modo, estamos atentos às diferentes manifestações de violência que acometem populações vulneráveis e povos tradicionais (povos indígenas, quilombolas, dentre outros) seja no mundo do trabalho ou como consequência da destruição do meio ambiente;

– Defendemos, portanto, que o cuidado com a saúde mental vai além da prevenção e do encaminhamento do indivíduo em sofrimento à psicoterapia. Nesse sentido, a efetivação das políticas públicas e inclusivas baseadas nas prerrogativas da universalidade, da integralidade e da equidade, buscando a interlocução com outros saberes e práticas profissionais, mostra-se imprescindível para a promoção da saúde mental. (…)”

 

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