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Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Em defesa do Rio Meia Ponte

 

O deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania) promoveu na manhã desta 4ª-feira, 13, audiência pública com o tema “Recursos Hídricos para abastecer Goiânia e Região Metropolitana”, na qual foi discutido o projeto de n° 5789/19, que visa instituir uma política de incentivo de construção de barragens produtoras de água na Bacia do Rio Meia Ponte para consumo humano.

O parlamentar falou sobre a importância da propositura para a Capital e região, e destacou os principais pontos do projetos. “Essa política de incentivo baseia-se em utilizar e executar barragens acima da captação de Capital, para liberação da água nos meses de setembro a outubro. As obras físicas serão realizadas exclusivamente pela iniciativa privada sob o controle técnico do Poder Público. É muito importante debatermos sobre o assunto hoje com tantos especialistas’’, disse. A audiência pública teve espaço no auditório Costa Lima.

Após abrir a reunião, o deputado abriu a palavra para os participantes. O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), Carlos Alberto Júnior, afirmou que é preciso contribuir com os projetos em debate. “Esperamos que essa discussão evolua para uma solução que ajude a resgatar o Rio Meia Ponte”, disse.

Ele afirmou que o projeto o encantou, pois transfere o investimento para o setor privado. “Temos uma preocupação muito grande de garantir o abastecimento para garantir o desenvolvimento animal e humano. A água é um bem muito precioso, dependemos dela”, destacou.

Presidente do Secovi, Ioav Blanche afirmou que uma sociedade é formada por duas coisas essenciais, água e energia. ‘‘Para que funcione, nós temos que determinar quem vai administrar esse recurso. Nós temos várias lugares na Região Metropolitana, principalmente nas periferias, que não chega água potável e por isso usam poços artesianos e muitas vezes, a água pode estar contaminada.”

Aparecida de Goiânia

Representante do Codese em Aparecida de Goiânia, Marcos Alberto disse que o município não poderia estar fora do debate pois sente os efeitos diretos da situação de penúria que a baixa vazão do Rio Meia Ponte tem causado. “Se a geração de água for vista como um investimento viável poderemos ter financiamentos de várias áreas, como o Banco do Brasil. Acredito que no médio prazo poderemos ter essa situação em rumo de uma solução. Aparecida tem apresentado uma economia atrativa para grandes investimentos, mas isso só será possível se tivermos superado esse problema.”

Ele lembrou ainda que a iniciativa privada não consegue se colocar a frente de um projeto como esse, pois exige investimentos muito altos, portanto é preciso a ajuda da área pública. “No caso do rio Meia Ponte a situação não deve ser tratada só como um caso especial, mas como uma situação emergencial”, tratou.

O superintendente de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marcos Menegaz, disse que o projeto do deputado atende bem a questão dos poços artesianos em Aparecida de Goiânia. ‘‘Recentemente recebi uma notícia que uma fábrica queria se estabelecer em Aparecida e pensei com que água? Infelizmente não tem, estamos passando por essa escassez, a demanda cresceu, e a oferta reduziu’’, disse.

Participaram da mesa de debates: o superintendente de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marcos Menegaz; o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), Carlos Alberto Júnior; o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Aparecida de Goiânia, Marcos Alberto; o presidente do Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias de Goiás (Secovi-GO), Ioav Blanche; e o presidente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), Eduardo Bilemjian Filho.

 

(Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa de Goiás – Alego / Fotos: Carlos Costa)